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10 de setembro de 2019
Dia Mundial para a Prevenção do combate ao Suicídio

 Envolve uma série de comportamentos destrutivos realizados pela própria pessoa: as ideias de colocar fim à própria vida, os atos de machucar a si mesmo com ou sem intenção de morrer e o ato de pôr fim à própria vida. São, em grande parte das vezes, atos impulsivos, permeados por ambiguidade: o desejo de pôr fim à própria vida como solução de um sofrimento insuportável, num momento agudo. Muitos esforços em todo o mundo têm sido feitos para aumentar a consciência de que, sim, os suicídios são evitáveis em grande parte. Este comportamento pode ser identificado em adultos, jovens, idosos, adolescentes e mesmo em crianças em diferentes partes do mundo, com diferentes origens sociais, orientação sexual ou identidade de gênero. Atinge não só o indivíduo, mas a sua família e aqueles que estão próximos: amigos, colegas de trabalho, colegas e profissionais de escolas e das instituições de ensino, profissionais de saúde. Para todos é necessário dedicar formas de suporte.
A Associação Internacional de Prevenção do Suicídio (IASP) escolheu setembro como mês para conscientizar sobre a importância de prevenção e ações sobre essa temática (www.iasp.info/wspd2018/), estabelecendo, em 2003, o dia 10 de setembro como o dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A Organização Mundial de Saúde lançou em 2014 seu primeiro relatório de prevenção ao suicídio (http://www.who.int/mental_health/suicide-prevention/world_report_2014/en/), reconhecendo a necessidade de ações globais de prevenção a esses agravos, como a redução em 10% das taxas globais de suicídio até 2020. No Brasil, Setembro Amarelo é uma campanha que ocorre desde 2014, com o objetivo de alerta para a prevenção do suicídio, contando com o apoio do CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). A ideia é além de divulgar informações, alertar a população sobre a importância de discutir o tema.
Em 2017 o Ministério da Saúde lançou a Agenda de Ações Estratégicas para a promoção da saúde, vigilância e prevenção do suicídio no Brasil com intuito de estabelecer um rol de ações relacionadas a áreas fundamentais na prevenção do suicídio, Estratégias de prevenção efetivas devem ser estabelecidas a partir do conhecimento de dados epidemiológicos. Quanto mais precisa a informação dos agravos e das peculiaridades de cada local, melhor se pode afastar fatores que expõem determinadas população ao risco de suicídio e, por outro lado, reforçar fatores que podem proteger. Dentre os níveis de prevenção que devem ser realizados, a universal é voltada para toda a população e tem o foco de ampliar ações de conscientização sobre temas ou fatores de risco que envolvem diferentes grupos, como transtornos mentais como a depressão e consequências do uso excessivo do álcool, por exemplo. Outros níveis de prevenção devem ter ações focadas a indivíduos que apresentem fatores de risco mais específicos, como os que já começaram a manifestar o comportamento suicida, especialmente aqueles que já apresentaram uma tentativa de suicídio prévia (WHO, 2014).
Principais fatores de risco a serem considerados em medidas de prevenção podem ser: tentativa de suicídio anteriores, histórico familiar de suicídio, depressão, transtornos mentais como esquizofrenia, migrações, desemprego, isolamento social, bulling, abuso de álcool e drogas ilícitas, traumas como perdas e separações, condições clinicas severas como dor crônica, trauma medular e câncer.
De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), em 2018 no estado do Rio de Janeiro foram registradas 626 mortes por suicídio, ou cerca de 3,6 suicídios para cada 100 mil habitantes. Esse índice cresceu em mais de 60% no estado em um período de 10 anos, sendo o risco três vezes superior no sexo masculino do que no feminino, em média. Nos últimos 5 anos, as taxas de mortalidade têm sido maiores na faixa de 40 a 59 anos (7 por 100 mil habitantes) e na dos acima de 60 anos (taxas acima de 5 por 100 mil habitantes). Nas idades mais jovens, apesar de os coeficientes serem mais baixos, a mortalidade por suicídio vem crescendo rapidamente.

Para cada suicídio estima-se que seja muito maior o número de tentativas, especialmente porque nem todos os casos procuram os serviços de saúde. Nacionalmente é possível obter informações sobre violência autoprovocada a partir das notificações da ficha de violência interpessoal/autoprovocada do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA/SINAN) e dados sobre tentativas de suicídio por envenenamento a partir das fichas de notificação/investigação de intoxicações exógenas do SINAN.
Em 2018, no estado do Rio de Janeiro, foram registrados no SINAN 4.662 notificações de violência autoprovocada, ou 11% de todas as violências notificadas nas unidades de saúde. Este número vem aumentando progressivamente em 10 anos.


Em 2018 no estado foram registrados 2428 tentativas de suicídio por envenenamento nas notificações da ficha de intoxicação exógena do SINAN, ou seja, 33% do total de intoxicações exógenas do estado. Dentre as causas de intoxicação exógena com números mais expressivos, as tentativas de suicídio são as que apresentam maior prevalência.


A notificação de tentativas de suicídio é imediata, ou seja, deve ser feita em até de 24 horas para e realização de medidas de prevenção de mortes o mais rápido possível. Esta medida está na resolução SES no.1864 de 25 de junho de 2019 e com a Portaria de Consolidação nº 4, de 28 de setembro de 2017, que revogou a Portaria MS/GM nº 204, de 17 de fevereiro de 2016.
Romper tabus e reforçar a importância de falar a respeito do tema suicídio com o acolhimento devido é uma ação que vem se construindo no mundo todo. Indivíduos em sofrimento podem apresentar alguns sinais de alerta que não devem ser considerados de forma isolada, como aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas;preocupação com sua própria morte ou falta de esperança;expressão de ideias ou de intenções suicidas; desfazimento de bens ou objetos pessoais;isolamento. Um dos maiores mitos a respeito do suicídio é o de que falar a respeito pode incentivar sua concretização. Pelo contrário, falar abertamente sobre o suicídio pode dar a pessoa tempo para refletir e pensar em outras formas de resolver um problema ou mal estar. E o que fazer diante de uma situação de risco de suicídio?
- Evite deixar a pessoa sozinha. Se possível, disponibilize espaço seguro e acolhedor para que possa falar;
-Remova meios de autolesão;
- Mobilize a família e amigos para garantir o monitoramento enquanto o risco permanecer e preste a eles também suporte e orientações;
- Ofereça e ative o suporte psicossocial e potencialize o suporte social por meio de recursos disponíveis na comunidade;
- Mantenha contato após a tentativa de suicídio pelos meios que forem disponíveis.


Onde pedir ajuda:
-  Unidades Básicas de Saúde e Serviços Psicossocial (CAPS, Clinicas de Saúde da Família, Postos e Centros de Saúde
-  Emergência: SAMU 192, UPAS, Hospitais de Emergência.
-  Ambulância do CBMERJ 193 -  Centro de Valorização da Vida CVV (24 h) – telefone 188 ou www.cvv.org.br

 

Secretaria de saúde
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